Quando o departamento de RH decide (ou precisa) fornecer benefícios de alimentação aos colaboradores, a grande dúvida surge: "É melhor dar o cartão de Vale Alimentação ou a Cesta Básica Física?"
Para responder a essa pergunta com precisão, precisamos analisar a questão sob duas óticas principais: o impacto real na vida da família do colaborador e o impacto financeiro/tributário para a empresa.
1. O poder de compra da Cesta Básica Física
O maior vilão do Vale Alimentação (VA) em tempos de inflação é a perda constante do poder de compra. Se a empresa disponibiliza um cartão com R$ 150,00, a quantidade de alimentos que o funcionário conseguia comprar há dois anos com esse valor é infinitamente maior do que ele consegue comprar hoje no supermercado da esquina.
Na Cesta Básica física, o benefício é garantido em volume de alimentos, e não em moeda desvalorizada. Se a sua empresa contrata uma "Cesta 14 Itens" com a Cesta Básica Lopes, o seu colaborador tem a garantia absoluta de que levará arroz, feijão, óleo, café e outros itens essenciais para casa, independentemente do preço da prateleira do supermercado local.
"A cesta básica física é a garantia de que o benefício chegará à mesa na forma de alimento, blindando a nutrição da família contra a inflação dos supermercados."
2. O risco do desvio de finalidade do Vale Alimentação
Um problema comum que assombra os RHs é o famoso "mercado paralelo" dos cartões de benefício. É de conhecimento geral que muitos trabalhadores acabam vendendo o saldo do Vale Alimentação com deságio para pagar dívidas de curto prazo, ou utilizam o cartão em maquininhas fraudulentas para comprar itens que não são alimentos (bebidas alcoólicas, cigarros, etc).
Nesses casos, o objetivo central da empresa — que é garantir o sustento básico e a energia nutricional do funcionário para que ele tenha saúde e produtividade — se perde completamente.
3. Vantagens Tributárias (PAT)
Do ponto de vista financeiro, tanto a cesta básica quanto o vale alimentação podem ser cadastrados no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), garantindo isenção de encargos sociais (FGTS e INSS) sobre o valor do benefício, além da dedução no imposto de renda para empresas de Lucro Real.
A vantagem da Cesta Básica é que as distribuidoras de alimentos (como a Cesta Básica Lopes) possuem grande poder de negociação direta com as indústrias produtoras. O resultado prático é que uma cesta física muito farta custa substancialmente menos para a empresa do que recarregar a mesma quantidade de valor financeiro em um cartão.
Conclusão
O Vale Alimentação oferece liberdade de escolha, mas a Cesta Básica física oferece segurança alimentar inquestionável e um custo-benefício insuperável para a empresa. Em cargos operacionais e em tempos de alta nos preços, ver a despensa cheia de suprimentos reais traz um alívio imensurável para o trabalhador, aumentando fortemente o seu engajamento com a empresa.
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